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Pesquisadores afirmam que acne na adolescência pode resultar numa pele mais jovem!

Mesmo que em graus diferentes, é difícil encontrar alguém que não tenha sofrido pelo menos um pouco por causa das espinhas durante a adolescência. Com a chegada da puberdade e os hormônios trabalhando à mil, o rosto lisinho de criança fica para trás dando lugar à uma pele mais oleosa e, a partir daí, começam a surgir as indesejadas espinhas. Mas calma que temos uma notícia boa para dar! Um estudo publicado recentemente no periódico científico Journal of Investigative Dermatology afirma que pessoas que sofreram esse tipo de problema na adolescência tendem a manter a pele jovem e prevenir rugas por mais tempo.

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Para chegar a essa conclusão, pesquisadores da King’s College London, na Inglaterra, analisaram a pele e o sangue de 1.205 irmãs gêmeas, destas 25% tinham problemas de acne. As análises mostraram que as participantes com pele acneica têm menos atividade no gene p53, que fica ativo quanto mais a célula envelhece.

Além disso, a análise dos glóbulos brancos do sangue das participantes que tiveram acne na adolescência também apresentaram uma espécie de capa protetora – conhecida como telômero – sobre a extremidade de seus cromossomos (um segmento de DNA) que combate o envelhecimento.

A função dos telômeros nas células brancas é justamente impedir o desgaste dos cromossomos. Durante o envelhecimento, essa capa protetora se encolhe naturalmente, portanto, as pessoas que possuem telômeros mais longos tendem a envelhecer mais devagar do que as que têm telômeros mais curtos.

“Durante muitos anos, dermatologistas têm identificado que a pele dos portadores de acne parece envelhecer mais lentamente do que naqueles que nunca tiveram o problema. Embora isso tenha sido bastante observado na prática clínica, a causa continuava obscura. Os nossos resultados sugerem que a causa pode estar ligada ao comprimento de telômeros (trechos do cromossomo que têm a função de proteger o DNA de agentes externos). Eles parecem ser maior em pessoas que sofrem de acne e isso significa que suas células podem ser protegidas contra o envelhecimento. Ao olhar para biópsias de pele, fomos capazes de começar a entender as expressões genéticas relacionadas a isso.”, disse Simone Ribero, principal autor do estudo.

Quem diria, hein? Depois dessa até dá um vontadezinha de ter passado pela fase de combater as espinhas!

Fonte: Veja